Nuno Freitas

Se havia pessoa que gostava de andar em cima da moto era o Alexandre (e o Micas também, mas esse é outra conversa). Umas das principais memórias que tenho dele, são aqueles dias em que ele vinha completamente excitado, com uma pica maluca. Notava-se mesmo que estava com saudades de dar gás, que vinha de uma semana de trabalho acumulada e finalmente estava a descarregar tudo. Como o Alexandre era meio zarolho e com a adrenalina toda acumulada, era perfeitamente normal começar a dar gás e nem pensar por onde ia e de repente estar no lado oposto ao que queria seguir. Assim, mandava-me sempre ir à frente e como o andamento dele era superior ao meu, seguíamos praticamente colados e muitas vezes lado a lado. Era nesses momentos que eu me ria como um perdido, pois o Alexandre vinha de tal forma acelerado, que gritava, cantava, assobiava, dava-me pontapés na moto, empurrava-me, fazia trinta por uma linha. E se por acaso eu parasse para transpor um muro ou uma pedra, lá estava ele ao meu lado, a bater com a roda dele na minha e a dizer: “Vamos embora, despacha-te, dá-lhe gás….”, que tagarela chato que tanto prazer me dava ouvir. Por vezes, quando estava ultra maluco, divertia-se a passar-me vezes sem conta, só pra irritar, sempre a rir e a gozar como ninguém, a tirar toda alegria de um desporto que o preenchia, que lhe dava uma satisfação contagiante.

O prazer de andar de moto era tão grande que tentávamos aproveitar ao máximo cada minuto do dia. Sinto imensas saudades daquelas voltas pela Peneda, que só nós dois podíamos fazer. Tínhamos um ritmo elevadíssimo, sempre juntos, em permanente picanço. Saíamos ainda de manhã de Braga ou do Pico, e seguíamos pelo monte até Ponte da Barca e Arcos de Valdevez, e depois era sempre pela serra até perto do Soajo e Peneda. Em Roussas tínhamos a”nossa trialeira”, que poucos mais a fizeram. Que o diga o João Marques, que a fez de YZ125 e jurou que nunca mais vinha connosco. O Micas muito sofreu, com a CRF mais parecida com uma cafeteira. E nós fazíamos aquilo com um prazer único, meio picados, a ver quem parava menos vezes. Mas que ninguém pense que a fazíamos a brincar, porque a certa altura, com o piso seco, fomos acompanhados por um pastor de 70 e muitos anos, que partiu e chegou ao mesmo tempo que nós, tal era a velocidade imposta… Que saudades.

Recordo quando treinávamos para o Master de Guimarães, fazíamos de propósito para chegar já de noite a Braga, de forma a testar os faróis e treinar a condução à noite. Certo dia saímos de Braga em direcção ao Gerês e demos uma volta já habitual, que também nunca mais voltei a fazer, pelo S. Bento, Gerês, Cerdeirinhas, etc. Choveu durante todo o dia, embora não nos incomodasse. Até que, quando estávamos já a chegar a Braga, naquele início de noite tipo lusco-fusco acentuado pela chuva, eu pura e simplesmente fiquei sem moto. Desapareceu!! Não sei bem como, mas eu dei por mim a rebolar pelo caminho porque a moto tinha desaparecido das minhas mãos. Quando me levantei vi o Mendonça a rir, parado imediatamente antes de um enorme buraco que me engoliu por completo a moto. Aquele buraco não estava lá de manhã, quando arrancamos. Foi fantástica a forma como eu saí da moto sem tocar em nada, vinha a conduzir de pé e simplesmente a moto caiu e eu saí em frente. Nem me magoei nem a moto teve qualquer estrago. Parecia o Luis de Matos nas suas magias.

Imensas vezes, nesses treinos para os Masters, nos metíamos em cada buraco, que ninguém podia imaginar que saíssemos de lá com as motos, mas quando se tinha o Mendonça ao lado, não havia rio, trialeira ou penedos que nos metessem medo. Ele dava toda a segurança. Com ele era assim, aventura e diversão, sem receios.

 

O Alexandre foi uma pessoa que preencheu uma grande parte da minha vida. Comecei a rolar com ele em 1994 e nunca mais deixamos de ser os companheiros das corridas. Com o passar dos anos a nossa amizade foi muito além das motos e dos enduros, tendo-se tornado uma das pessoas mais importantes da minha vida, estando presente nos momentos mais importantes. Mas vamos ao início…

Tinha eu 16 ou 17 anos quando decidi que queria ter uma moto. Os meus pais não me podiam dar um luxo desses por isso decidi pôr-me em acção. O meu tio era dono da antiga Motobraga e fui falar com ele. Fizemos um acordo, eu trabalhava nas férias e ele dava-me um Aprilia RX50… que grande mota!!!! E foi nessa altura que eu o vi pela primeira vez. Aparecia sempre a fundo, tinha na altura uma Aprilia 250, e eu ficava todo embasbacado a sonhar um dia ser assim. Nunca falei com ele! Era do outro mundo, vinha por ali pra se encontrar com os companheiros da altura, o Tó Coelho, o Kéké e até o Paulo Marques… o que eu sonhava… Chegar assim de roda no ar, subir o passeio de um salto só e voltar a arrancar como uma bala. Sentia-me tão pequenino…

Depois de ter a minha cinquentinha, tive as minhas experiências enduristícas. É engraçado, que sendo eu de Pico de Regalados, terra com pergaminhos no Motocross, nunca me senti apaixonado pela modalidade. Sempre ajudei na organização e a pista era sempre o ponto de partida. No entanto, após uma volta ao circuito, as trialeiras sobranceiras à pista atraíam-me mais, pois era no monte que eu gostava de andar. Daí a conhecer o Paulo Rodrigues foi um passo. Eu e ele tínhamos as únicas RX50 da zona. Começamos a fazer altas expedições pelo Gerês e grandes passeios de fim de semana. Até que um dia, ele e o Kéké convidaram-me para ir ver o Raide de Viana do Castelo, em 1993. Foi lá, e ainda me lembro da curva, onde vi o Mendonça a passar na Husaberg. Que emoção!!! Estávamos lá por ele e que espectáculo que era ver a sua condução, sempre com a moto atravessada. Há memórias que ficam para sempre gravadas e esta foi uma delas.

Um ano depois comprei uma KDX200, muito usada, com a qual comecei a andar mais assiduamente até que um dia nos encontramos com o Mendonça em Gualtar. Como de costume, convidou-nos pra andar com ele. O Mendonça adorava ensinar, puxar os putos para a modalidade. A alegria dele era ver muita gente a fazer Enduro. Sempre o vi a moralizar os que vinham pela primeira vez. Eram todos muito talentosos, nas suas palavras. Sinceramente não me recordo do que me disse nessa primeira vez. Mas não esqueço como foi realmente o nosso início como parceiros. Tinha eu acabado de fazer a minha estreia nos Enduros, no Enduro de  Águeda e no enduro de Arcos de Valdevez. Corria o ano de 1994. Foi um início duro, cheio de penalizações e especiais que pareciam impossíveis de fazer com rapidez. Conforme me contou ele, e estaria a ser simpático, reparou em mim e achou que eu tinha jeito. E começou a puxar por mim. Comecei então a preparar o ano de 1995, comprei uma RMX250, porque ele também tinha uma na altura, e passei a treinar com ele. E há um momento chave: estávamos na especial MX do Enduro dos Arcos e essa especial começava a subir, com um S pouco pronunciado seguido de uma curva de 180º. O Mendonça disse-me que não podia sair dali enquanto eu não conseguisse chegar à curva grande sem largar gás desde a partida. Mas aquele S parecia impossível de fazer sem travar, quanto mais sem largar gás. E fui tentando, mais tombo, menos tombo, algumas saídas de pista. O resto do pessoal desistiu e foi dar voltas. Mas eu não. Se o Alexandre disse que era para fazer, então tinha de fazer. E fiz! E o respeito entre nós tornou-se intocável. E nunca mais parei de aprender com ele e ainda hoje aprendo com os exemplos que ele nos deixou.

 

Depois de mais de 10 anos de corridas juntos, sábado após sábado a rolar por todas as trialeiras possíveis e impossíveis, é bastante difícil escolher uma história para recordar o meu grande amigo Alexandre.

Penso que, antes de tudo, devo reviver um pouco a solidão que se impôs após o seu desaparecimento. Em 30 anos de vida, julgo que foi o momento mais difícil que alguma vez vivi, talvez porque, felizmente, nunca tinha perdido um amigo tão próximo, nem tampouco familiar chegado.

Recordo que por longos dias tudo parecia tão vazio, sem rumo. Sentia-me como um soldado sem general, sem saber afinal qual era o inimigo nem para onde marchar. Tornou-se difícil tomar decisões, escolher o caminho a percorrer. Andar de moto tornou-se um prazer sem alegria, era difícil escolher o destino, passar a trialeira ou até escolher a trajectória… afinal era sempre o Alexandre que decidia qual o treino a realizar, qual a terra a visitar, qual o caminho a escolher. Vi-me completamente perdido, sem saber para onde ir, e para ajudar, todos os outros órfãos como eu, me diziam: “Nuno, agora tens de ser tu a decidir, escolhe o caminho, pra onde vamos hoje?”. Meus amigos, que grande “trialeira” tivemos de fazer…

Mas não foi só nos treinos que tudo se esvaziou, foi também no dia-a-dia. Acabou o telefonema das sextas à tarde: “Fgeitas (era assim que me chamava), vamos andar de mota?”. E então decidíamos pra onde ir no sábado. Acabaram-se os cafés apressados após almoço, onde a conversa se actualizava e os problemas se resolviam. O Caganato tinha sempre a solução, fosse qual fosse o problema. “É do carro? Passa na Hispanor”. “É do trabalho? Eu faria desta maneira ou então desta. Liga logo que já te digo como se faz”. É do amor? Logo à noite passa lá por casa e conversamos sobre isso”. Nunca deixou de ajudar, era impressionante a capacidade de gestão de tempo que ele tinha. Fazia tudo, superava-se a si mesmo como ninguém e ainda tinha tempo pra ajudar toda a gente. Acho todos éramos “Mendonçadependentes”. Já nada fazíamos sem o consultar. Aquele homem sabia de tudo. O verdadeiro PROFETA.

E de repente, desapareceu… Ficamos sós, abandonados ao nosso destino, obrigados a decidirmos sem o seu conselho. Foi complicado. Ainda agora é complicado, nos momentos mais difíceis pergunto para o ar: “Caga, ajuda-me!”. E eu sei quantas vezes já o fiz e quantas vezes chorei em silêncio a sua ausência. Ainda agora, enquanto escrevo estas linhas, sinto um aperto no coração, por não andar nos meus melhores dias e sentir que certamente estaria mais forte com ele por perto.

Mas no entanto, sinto uma alegria enorme por ter sido seu amigo, por tudo o que aprendi com ele, pelos momentos que vivemos juntos. Foi um privilégio rolar com ele milhares de quilómetros, partilhar tantas emoções e saber que ele gostava de mim como eu sou, que me tinha como um irmão mais novo, o pupilo que ele escolheu. Sinto-me possuidor de algum (pouco) conhecimento que era dele, espero poder transmiti-lo também a quem o mereça, quem sabe ao seu próprio filho. E poder dizer-lhe: “O teu Pai ensinou-me assim. Ele era um grande Campeão, o maior de todos”.

 

 

  Nuno Coelho

 

    Ainda eu era um puto cujo hobbie preferido era andar de bicicleta a sacar cavalos e já ouvia falar no Caganato. Um dia, em Esposende, estava com uns amigos na rua e eu sentei-me num muro de uma casa com jardim. Essa casa estava a uma cota superior em relação à estrada e o muro vencia o desnível. De repente passa por mim um gajo numa mota a saltar o muro seguindo depois pela estrada fora. Era o Caganato a sair de casa. Aquele de quem todos os que gostavam de mota, em Braga e arredores, falavam. O que sempre que passava na zona do bar da praia de Esposende, na altura em obras, fazia umas atravessadelas na terra e em Braga nas obras do Tribunal saía da estrada para “lavrar” um bocado. Quando comecei a andar de mota no monte, tinha eu os meus 16 anos e uma DTR125, um dia tive o prazer de andar com o Alexandre.    

    Eu ainda nem tinha o equipamento completo mas ele deixou-me, a mim e a uns amigos, ir com ele. Começamos a andar e escusado será dizer que meia dúzia de curvas à frente já estava ele parado à nossa espera. “Grande seca que este gajo está a apanhar “ pensei eu. Mas ele esperou sempre. E no fim, quando estávamos a caminho de casa, qual não é o meu espanto e depois de me dizer que eu tinha de comprar o equipamento que me faltava para andar em segurança, disse-me que eu devia ir andar mais vezes com ele. E era assim o Alexandre. A treinar para o Campeonato Nacional, trabalhador a full-time durante a semana, piloto da frente nas provas mas ainda tinha tempo para aturar putos. E quantos gajos ele não ensinou a fazer Enduro, em Braga e não só. E era um Endurista a sério. Para ele, Enduro quanto mais duro melhor. Hoje tenho 27 anos e não o esqueci. Será sempre uma referência. Como piloto e muito mais importante, como pessoa.

 

  A. Faria (Micas)

    As minhas “estórias” com o Alexandre são muitas; penso que de todas as vezes que íamos andar de mota devia haver uma peripécia para contar. Infelizmente por estranha coincidência o palhaço era sempre o mesmo; ou seja eu. Mesmo assim vou deixar aqui algumas aventuras que me marcaram e que evidenciam bem a capacidade do Caganato para resolver o que quer que fosse e modéstia á parte a minha capacidade para não resolver nada.

    A minha primeira mota, comprada ao Alexandre foi uma Husaberg de 1999 comprada em Agosto desse mesmo ano. Depois de me ter ensinado os truques para a pôr a funcionar, decidi numa sexta-feira preparar a mota para andar no dia seguinte ou seja, fazer a manutenção tal como ele me tinha aconselhado. Fui para a garagem, por volta das seis horas tentar pôr a bicha a funcionar e nada. Tira camisola, calça botas de monte e nada. Sobe rampa; na altura morava num apartamento e a minha garagem era dois pisos abaixo doa rua; e toca a empurrar a mota feito tolinho para cima e para baixo de calções, botas e tronco nu pela rua fora. Os vizinhos já deviam tar a pensar; este gajo se corre assim fora da mota como é que andará em cima dela? Desesperado a escorrer água, ligo ao Caga “ ó pá a p.ta da mota não pega “ – resposta “ tem calma, a gota tá aberta? – então fecha a gota, dá umas acelaradelas faz  isto e aquilo e vê se já pega – nada   deve ser a vela – muda a vela e nada: Desespero total. Chega a minha mulher com o meu filho que na altura teria prá ai uns seis meses olha para mim naquele estado e eu só lhe digo – vai para casa e não deixes o miúdo ver-me assim. Riu-se e lá foi, o meu filho com seis meses também se riu e posso jurar que me chamou palhaço. Espero que não o influencie no futuro. Já seriam oito horas e eu ali já há duas horas e nada; já nem coragem tinha para ligar ao Caga a dizer-lhe que não consegui pôr a mota a trabalhar.. Liga-me o Alexandre “ Então já pega? “; e eu com voz de Maria Madalena mas com catarro – NÃOOOOOOOOOOOOOO; e ele “espera aí que tou a sair para jantar e passo já aí “ Cinco minutos depois aparece ele todo lavadinho pára em frente ao portão da garagem, com o jipe a funcionar, a Sarita dentro do carro, eu de mãos na cintura, todo borrado; ele passa por mim, risse, desce a rampa para a garagem e enquanto eu peço desculpa á Sara por os ter feito irem ali àquela hora , ouço o bater do kicks em seco 4 ou 5 vezes e enquanto a Sara me diz “ não te preocupes” ouço a mota a subir a rampa e o Caganato : pega lá, amanhá ligo-te; e lá foram a rir-se – de mim é claro. Dei a volta à mota para a pôr na garagem e ela foi-me abaixo, nem sequer a tentei pôr a trabalhar de novo, fui de lanço guardei a mota e toca a correr para casa. Cheguei a casa a minha mulher pergunta-me; então já conseguiste pôr a mota a trabalhar ?, e eu claro,foi fácil, só vou tomar um banhito. Pois posso jurar outra vez que o meu filho me tornou a chamar de palhaço.

 

Desde miúdo que conhecia o Alexandre. Aliás lembro-me perfeitamente da primeira vez que falei com ele; na porta do liceu Carlos Amarante enquanto apreciava a sua mota; era a mota do Caganato o gajo que fazia cavalos só com uma mão, só com um pé como quisesse. Pedi-lhe baixinho e inocentemente, como miúdo que era, que sacasse um cavalinho. Riu-se e disse, aqui não, lá em baixo. Desci a rua a correr, eu e mais alguns miúdos, até á rodovia; sabíamos que ele não nos ia defraudar. E assim foi, calmamente, longe do reboliço da hora do intervalo, cigarro no canto da boca e roda no ar, rodovia fora. Uma mão para acelerar e uma para dizer tchau aos miúdos e deitar a purisca fora. E foi assim muitas vezes, ele nos intervalos ia ao Carlos Amarante ter com os amigos e eu timidamente tomava conta da mota dele para lhe pedir o show de despedida, inventando sempre uma pergunta para lhe dar duas palavrinhas. E acreditem que não me lembro de ter ficado sem resposta nem de o ouvir dizer ”puto chato” (isso disse-me anos mais tarde); o mais negativo que me terá dito foi ; hoje não posso sacar. Ele era assim, se tivesse aqui hoje, valha-nos Deus de sacar um cavalo na estrada ou de fumar; (deixei de fumar graças a ele). Mas foi assim que o conheci e desses tempos até hoje só mudaram as responsabilidades e os hábitos, a simpatia e a amizade essa não parou de crescer. Com o tempo e com alguns amigos em comum, que ainda hoje são os mesmos, fui ganhando a sua amizade e respeito. Fui conhecendo melhor a pessoa e o desportista, fiquei a saber que o virtuosismo dele não eram os cavalinhos, era a determinação para tudo o que fizesse em cima da mota, e muito importante o respeito e as lições de vida que ele conseguia dar. O Alexandre evoluiu em perícia e em sentido de viver, era um líder. Nunca virou costas a um desafio nem nunca esmoreceu perante uma trialeira mais difícil, nem de mota no monte, nem na vida pessoal e profissional nem com os amigos. Tinha sempre resposta para os problemas dele e dos outros, sempre firme sempre seguro.

Podia escrever mil linhas, mil aventuras porque para mim andar no monte atrás de ti era sempre uma aventura, mas fiz-te rir, sei que mereci a tua amizade e o teu esforço em insistires comigo para fazer esta trialeira, aquele salto, aquela curva…. e no dia a dia, na vida eras igual, sabias sempre o caminho.

Acredita que já não escrevo estas frases com grande tristeza, tenho muitas saudades e continua a ser difícil saber que não estás cá, mas sei que gostavas da minha alegria, e lembro-me das coisas boas que me deixastes e me ensinaste a ganhar … a família e os amigos….

Obrigado Mestre.